7 Motivos que me fizeram escolher o MuseScore para editar minhas partituras

Atualizado: Fev 22

Este artigo foi publicado originalmente no meu Blog: https://www.rafaelcaldas.com.br/2019/03/por-que-escolhi-o-musescore-para-editar.html


O MuseScore é um editor de partituras multiplataforma (funciona no Windows, Mac e Linux) que, cada vez mais, ocupa espaço no mercado dinâmico e competitivo dos softwares de música. Fui usuário do Encore na década de 90 e do Finale nos anos 2000. Hoje, não abro mão do MuseScore. Por isso, trarei 7 motivos pelos quais utilizo esse software que vem roubando a cena no ambiente musical e mudando a lógica de pensamento do mercado.


1. O MuseScore é um software de Código Livre


Um software de código livre é totalmente gratuito, com uma arquitetura livre de direitos autorais. Ou seja, podemos baixá-lo, distribuí-lo, usá-lo e alterá-lo como quisermos gratuitamente sem infringir nenhuma lei, visto que os criadores do software abrem mão dos direitos de qualquer natureza. Assim, qualquer um pode usar o MuseScore da maneira que preferir, sem se preocupar com as limitações tão comuns nos outros softwares de música em versões gratuitas. Você pode baixar o MuseScore em: http://www.musescore.org


2. Interface WYSIWYG


A interface WYSIWIG (what you see is what you get - o que se vê é o que se obtém) é a maneira mais comum de uso dos softwares da atualidade. Nos primórdios da informática, os softwares funcionavam a partir da linguagem de comando. Alguns leitores lembrarão do ms-dos e do próprio linux que, em algumas distribuições, necessitavam de códigos de comando para executar determinadas tarefas. Nessa época, o usuário precisava ter intimidade com os códigos de programação. Com o tempo, o mercado foi se direcionando ao usuário comum. É nesse contexto que as interfaces WYSIWYG surgem, suprindo a demanda de usuários que não estavam dispostos a aprender todos os comandos para utilizar um software.


O MuseScore foi o primeiro software totalmente gratuito de edição musical com interface WYSIWYG. Até o lançamento, todos os softwares do mercado com essa característica eram pagos, e caros. Essa realidade fez com que a pirataria alavancasse nos ambientes de produtores de música e, consequentemente, a disseminação de todo tipo de problema para o computador do usuário menos experiente como vírus, malwares, softwares de venda casada, etc.


Nas primeiras versões, o MuseScore não obteve a mesma eficiência dos softwares estabelecidos no mercado, mas, hoje em dia, não perde em nada, fazendo tudo o que um software pago faz.


3. O MuseScore é mais fácil de usar


Um dos primeiros softwares de música com interface WYSIWYG é o Encore, lançado em 1984 para uma série de computadores da Atari chamada ST. Na década de 90, a versão para windows era uma das mais populares, e ainda possui usuários até os dias de hoje. Em 1988, a primeira versão do Finale foi lançada, mas a versão que alavancou o programa é a de 1997. A ótima interação com o MacOS tornou o programa mais acessível e mostrou uma poderosa ferramenta de edição com playback de alta qualidade para a época. Em 1993, o Sibelius foi lançado, como resultado de uma pesquisa de dois cientistas britânicos. O diferencial era que o músico podia escrever toda a partitura usando apenas o mouse.


Durante a década de 90, o Encore predominou, entretanto, sua última atualização ocorreu em 1998, o Encore 5. A partir desse momento, o programa estacionou. Dos anos 2000 até os dias de hoje, o Finale e o Sibelius disputam um mercado de usuários exigentes que buscam cada vez mais recursos, além da editoração, mas que tenha também um playback fiel e bonito.


A primeira versão do MuseScore foi lançada em 2002. É o resultado de mais de 10 anos de observação e uso de softwares, extraindo deles o que tinham de melhor e facilitando a aplicação para o usuário comum. Enquanto os softwares do mercado pago buscam ser o mais completos possíveis, o que os torna mais difíceis de mexer, o MuseScore procura ter o que todo produtor de música comum precisa: sem muitos recursos de música experimental, sem muita preocupação com um playback interativo, mas com eficiência e facilidade de uso do que realmente importa para o usuário regular: a escrita musical. Dessa forma, a maioria das pessoas tem migrado para o MuseScore e abandonado os softwares pagos porque editar no MuseScore é mais rápido já que mais fácil de mexer, mais objetivo pois a interface é mais intuitiva, vai direto ao ponto de interesse, sem muitas informações que não interessam a quem deseja apenas escrever e, principalmente, resolve os problemas do dia a dia do músico com mais agilidade. Editar uma partitura no MuseScore é mais rápido do que em qualquer outro software, pois ele foi feito apenas com esse propósito.


4. O MuseScore é em português


Apenas em 2014 o Sibelius disponibilizou uma versão em português. O Finale nunca ofereceu uma versão em nosso idioma, exigindo do usuário a língua inglesa e, inclusive, de conhecimentos instrumentais, visto que precisa saber os termos musicais em inglês. O MuseScore sempre foi multilingual, com tradução para vários idiomas, inclusive o português do Brasil e de Portugal.


5. O MuseScore é o único software com manual online gratuito e em português


O manual do MuseScore também é multilingual e está disponível online gratuitamente. Nenhum outro software disponibiliza o manual gratuitamente, nem em português. Há inclusive pequenos vídeos curtos com dicas simples de como começar a editar uma partitura.


6. Uma comunidade de usuários ativa


A comunidade de usuários do MuseScore é extremamente ativa. O site do software possui fóruns de discussão separados por tópicos onde podemos acessar discussões sobre tudo a respeito de edição musical, soluções encontradas com o MuseScore, resolução de problemas, comunicação de bugs, etc.


Desde 2010, é possível salvar as partituras em uma nuvem online onde o usuário pode compartilhar com outros a sua partitura. Hoje em dia, é possível acessar e controlar o playback dessas partituras por um aplicativo gratuito para tablets e celulares.


7. Atualizações constantes e automáticas


Enquanto os softwares pagos demoram demais para fazer atualizações e ainda cobram por elas, o MuseScore tem atualizações constantes corrigindo bugs, incluindo novos recursos e informando ao usuário em sua língua nativa, as novas possibilidades do programa. Sempre gratuitamente.


Eu escolhi o MuseScore pela facilidade, objetividade e pelo suporte eficiente. E você? Já usa o MuseScore? Adoraria ouvir os motivos pelo qual escolheu este software. Não usa? Deixe seu comentário também. Acrescentará bastante a discussão.


Aprendendo a usar o MuseScore


Se você, assim como eu, decidiu migrar para o MuseScore mas não sabe por onde começar, vou te dar uma dica. Eu montei um curso online chamado MuseScore Sem Enrolação onde compartilho o que aprendi com anos de uso do MuseScore. Nele eu ensino como executar as funções principais do MuseScore em aulas práticas de curta duração, o que vai permitir que você monte o seu próprio cronograma de estudos sem ter que parar uma aula no meio. Se você trabalha com música, é professor, compositor, estudante, regente, instrumentista e gostaria que suas partituras fossem bem editadas e com aparência profissional, tudo isso usando um software gratuito, leve e fácil de usar, se inscreva no curso online MuseScore Sem Enrolação: https://www.musicathome.mus.br/musescore



No vídeo abaixo eu explico um pouco mais sobre o curso:


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